Resenhas 

A tosqueira quase sofisticada de My Generation

My Generation é o primeiro disco da carreira do The Who, enquanto a banda estava numa fase bastante influenciada pelo Rhythm & Blues.  Considerado o álbum menos sofisticado da carreira do Who, o resultado “tosco” é justamente o que faz dele um marco na história do rock.

Até seu lançamento, em 3 de dezembro de 1965, o The Who já havia passado por excessivas mudanças. Trocou de nome três vezes, dispensou integrantes e empresários, trocou de gravadora e lançou um single que não emplacou (I’m The Face).  Apesar disso, contavam com o apoio da gravadora, a Brinswick Records.

A banda, formada por Pete Townshed, Roger Daltrey, John Entwistle e um recém chegado Keith Moon, tinham noção que precisavam caprichar no primeiro álbum. As primeiras notas de Out in the Street, mostra que eles haviam conseguido.

A produção ficou a cargo de Shel Talmy, que já havia produzido o Kinks, e se internaram em estúdio para gravar uma sequência de alta qualidade musical.

Os destaques são muitos. The Kids Are Alright se tornou um hino de uma geração, com Townshed (principal compositor até então) ressaltando os principais problemas da juventude. I Don’t Mind aparece com ambiciosos riffs de guitarra e vocal sofisticado, e My Generation, a faixa título onde Daltrey simula um viciado de drogas balbuciando “Hope I die before I get old” (Espero que eu morra antes de ficar velho). A música entrou para o Hall da Fama do Grammy, em 1999.

Nas palavras do jornalista Joel McIver, “My Generation é o som desesperado de uma banda jovem e confusa sobre sua identidade, explorada por pessoas mais velhas da indústria do disco, e com apenas uma certeza: a de sua assustadora energia e sua capacidade de canalizá-la para a música”.

Uma amostra das obras primas que viriam num futuro próximo, que alçou a banda britânica à posição de uma das maiores da história do rock and roll.

 

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