California: Um retorno sólido do blink-182 para o mainstream

Após pelo menos dois anos de enrolação e a saída do Tom DeLonge, enfim ouvimos California, primeiro álbum do blink-182 com seu novo integrante, Matt Skiba. O álbum foi produzido por John Feldmann e percebi que eles tentaram balancear entre “agradar os fãs do velho blink” e “apresentar a ‘banda de tiozões’ para uma nova geração”. Como assim?

She’s Out of Her Mind e No Future parecem ter sido excluídas de um álbum da 5 Seconds of Summer e a minha menos favorita, Los Angeles, parece uma rejeitada do Fall Out Boy. Não que isso seja algo exatamente ruim: É importante que a banda se mantenha relevante e aposte no mercado que se abriu para o Punk Pop com o sucesso do 5 Seconds of Summer – a não ser que vocês achem normal uma banda de pop rock vender, na primeira semana, 192 mil cópias de seu segundo disco em um período temporal onde a maioria das vendas sequer chegam a cem mil.

Mas se você é fã de anos assim como eu, não se preocupe: Há um momento em Sober que me fez lembrar bastante de Feeling This, Built This Pool me lembra as piadas sem noção do The Mark, Tom & Travis Show, o início de No Future me lembra Anthem: Part II, Rabbit Hole parece algo que entraria num Take Off Your Pants and Jacket e eu já falei pra vocês de Brohemian Rhapsody?

Os vocais do Matt Skiba são meio questionáveis – mas os do Tom também eram, né? – e a voz do Mark parece ter congelado no tempo. Se não fosse as “novas vibrações” da parte dele, parece que California foi gravado em 2000! No entanto, a estrela do disco pra mim foi o Travis Barker e sua bateria. O cara é simplesmente genial e mandou ver em faixas como a Cynical, que abre o disco

California não é exatamente uma “obra prima” se compararmos com Enema of the State, mas é bem mais interessante que Neighborhoods e o EP Dogs Eating Dogs. Tem canções memoráveis – particularmente, gosto muito de Kings of the Weekend, Bored to Death, e as já citadas She’s Out of Her Mind e Rabbit Hole –, mas sinto que poderia ser melhor. Culpo a produção do Feldmann nesse quesito, porque vi um certo “padrão” de coisas que não gostei nos dois discos do 5 Seconds que ele produziu neste álbum, mas tenho que admitir: California é um retorno sólido do blink-182 para o mainstream.

Nota: 3.5/5

 

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