Resenhas Shows 

Cavalera Conspiracy: Um grande sonho que se tornou realidade

Dia que ficará eternizado em minha memória, e de todos presentes no Diammond Club em Santos, apreciamos a apresentação monstruosa dos irmãos Max e Igor Cavalera, tocando as músicas do Cavalera Conspiracy e também os clássicos imortalizados do Sepultura, banda a qual os dois fundaram e por longos anos fizeram parte, mas essa é uma história que todos já conhecem. Vamos falar especificamente do dia 15/5/15.

Após algumas informações desencontradas sobre o horário do evento que estava marcado para as 20:00 horas, ficamos sabendo que houve uma alteração no horário para as 23:00 horas o início dos shows, parece que realmente teve alguma confusão, quando chegamos, o evento já tinha começado no horário dito inicialmente.

Entramos no show e podemos acompanhar as duas últimas músicas da banda Rygel, uma autoral e um cover do Pantera. Infelizmente não tenho muito o que falar das bandas Capadócia e Rygel, pois confesso que não as conhecia antes do show, mas posso afirmar que as duas fazem um som maduro e bem profissional.

Aproximadamente em uma espera de 30 minutos, com uma ansiedade monstruosa, enfim as cortinas do espetáculo foram abertas, e com os olhos marejados e a emoção a flor da pele, olho para um amigo que ali estava presente e o parabenizo pelo momento histórico que estávamos prestes a presenciar. Com certeza seria uma noite épica para nossas vidas.

Babylonian Pandemonium”, música do trabalho mais recente da banda e que também intitula o álbum, foi a escolhida para dar início ao espetáculo, toda energia contida em nossos corações era extravasada pacificamente na imensa roda punk que se formava naquele local. Foi quando cai na real e percebi que estava frente a frente com um dos maiores ícones do metal mundial, o Sr. Max Cavalera!

Na mesma sequência emendaram duas músicas do primeiro álbum “Inflikted”, “Santuary” e “Terrorize”, animando e muito, todos que estavam presentes. Fomos surpreendidos por dois clássicos do Sepultura, “Refuse Resiste” e “Territory” do álbum “Chaos AD”, provocando assim o caos, fazendo marmanjos como eu e o amigo Juliano Siqueira, parecerem duas crianças felizes e emocionadas em ver o criador da trilha sonora da nossa juventude.

Pronto! Agora mais do que nunca estávamos de volta aos anos 90, com toda aquela energia, rebeldia da adolescência e enlouquecidos com toda aquela atmosfera que tomou conta do ambiente, com aqueles clássicos maravilhosos soando alto nos P.As.

Passadas as primeiras lágrimas do show, voltamos a atualidade com duas pauladas do álbum “Babylonian Pandemonium”, as músicas “Cramunhão” e “Not losing”, seguidas de mais um clássico, desta vez do projeto paralelo da época do Sepultura, o “Nail Bomb”, trazendo a nostalgia de volta ao ambiente. Eu estava totalmente extasiado e seguia em frente registrando imagens daquele momento histórico, e o melhor ainda estava por vir.

O show seguiu adiante com “Warlord” e “Torture” do segundo álbum do Cavalera Conspiracy, “Blunt Force Trauma”, e em seguida mais recordações com “Beneath the remains” do segundo álbum do Sepultura, de 1987 (época em que eu era apenas um garoto rebelde de 10 anos de idade que começava a se aventurar neste mundo maravilhoso do rock) seguidas de “Desperate cry” do álbum “Arise” do Sepultura e “Troops of Doom” do álbum de estreia “Schizophrenia”.

Perto do palco parecia um liquidificador gigantesco, cheio de “head bengers” ensandecidos e emocionados, se divertindo muito na imensa “roda formada”, foi quando resolveram tocar mais uma do Cavalera Conspiracy, “Kiling Inside” do álbum “Blunt Force Trauma”, detonando ainda mais a galera. De repente Max resolveu tocar mais uma música do Sepultura, do álbum “Chaos AD”, que não era muito tocada na época em que ele e o irmão Igor faziam parte da banda, “We who ar not a others”, Max fez questão de oferecer a sua mãe Vânia Cavalera, que logo em seguida subiu ao palco para fazer uma batucada com os filhos.

Passada a batucada em família, “Atitude” do álbum “Roots” foi a escolhida da vez, seguida de “Inflikted” do primeiro álbum da Cavalera. “Orgasmatron” clássico do Motor Head regravado pelo Sepultura, foi executada naquela noite, o que agradou demais os fãs que ali estavam naquele show histórico.

Para nossa tristeza, o show se encaminhava para o final, Max agradeceu a todos presentes, e pediu para que se abrisse a maior roda da noite, porque era chegada a hora do maior clássicos de todos os tempos do Sepultura, e começou a gritar “Roots!” e nós respondíamos “bloddy roots!”, esse com certeza foi o melhor momento do show, o mais esperado, o mais aclamado e com certeza o mais emocionante do show.

Eu estava muito feliz e satisfeito por ter realizado mais um sonho desta minha viagem louca ao mundo maravilhoso do Rock’n roll. Ao final do show a alegria e a satisfação era nítida na face de todos os presentes, incluindo a mim e alguns amigos, que juntos pudemos estar presentes naquele momento histórico, tão importante para nossas vidas, mesmo com todas as dificuldades e obstáculos que a vida nos impõe, conseguimos supera-los e graças aos Deuses do Rock, fizemos parte desta noite épica. Essas são as verdadeiras e sinceras palavras de um louco que não se cansa desta vida alucinante que é o mundo maravilhoso do rock!

 

 

Autor: Américo Gonçalves
Editor: Will Batera
Fotos: Flavio Hopp

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