Conheça o Coletivo COBAIA

Para muitos pode até não parecer, mas o Rock não morreu – e está passando muito bem, obrigado. Um grande exemplo disso é o Coletivo COBAIA de Mossoró (segunda maior cidade do Rio Grande do Norte), iniciativa criada pelas bandas COMUMRAIO, The Flow, Toca-Fita de Corcel, Thiago Romero, Fire ClocksCavalo do Cão e Lasting Maze e que tem como principal objetivo fazer a cena de Rock acontecer na cidade. “Juntos somos mais fortes“, comenta Diego Rodrigues, baterista da Fire Clocks.

Começamos em Junho na época do Mossoró Cidade Junina, uma festa milionária e que, como todo mundo sabe, é uma grande lavagem de dinheiro“, diz Joelson de Souto, guitarrista da COMUMRAIO. “E as bandas de Rock autoral, as mesmas bandas que gastam tempo e dinheiro gravando e produzindo um material que leva para fora o nome da cidade, não foram convidadas para tocar.” Conversando entre si a partir de redes sociais, o grupo conseguiu fazer um evento chamado Independêcia ou Rock, que contou com a apresentação das sete bandas no Mirante 4:20 (antigo Trapiche), durante o Mossoró Cidade Junina. “A partir daí, criamos a cooperativa, que é aberta para qualquer banda independente que queira ajudar. Seja na produção de eventos e CDs ou empréstimo de equipamento, o importante é ajudar quem no momento está precisando,” conclue.

O Coletivo COBAIA se reuniu no último Domingo, 16, para organizar o II House Rock – evento que acontece no quintal da casa de uma das bandas do grupo e que visa angariar fundos para a gravação de músicas e produção de merchandising da “banda anfitriã”, como coloca Diôgo Cruz, vocalista da Toca-Fita de Corcel. “A proposta é que o evento seja itinerante. Por exemplo: Se uma banda como a The Flow quiser organizar um House Rock para levantar fundos, todas as bandas do grupo ajudam e tocam sem ganhar nada, por livre e espontânea vontade.”

Realizado no último Domingo (16), o House Rock da vez foi para custear a gravação do EP Liberte, da Fire Clocks, com lançamento previsto para Setembro. Para Rodrigues, a maior dificuldade enfrentada é a valorização do som autoral. “A gente vai tocar fora em um evento e o pessoal que não conhece a banda e nem a gente vai lá prestigiar. Aqui em Mossoró o negócio é bem mais fraco“.

A pior coisa que eu acho é o fator humano negativo,” complementa Joelson. “Porque sua banda é de Punk Rock você não vai tocar junto com uma banda de Metal, e no dia do show você fica bebendo na entrada, comprando cerveja no mercadinho e gastando dinheiro de qualquer forma, ‘mafiando’ o serviço do outro para segregar um mercado que não existe“. Juan Mendonça, guitarrista da Toca-Fita de Corcel, acredita que também falta o envolvimento das rádios locais para fazer o movimento crescer. “Muitos de nós tem trabalho lançado e eles não tocam. Certo que hoje em dia o veículo não tem a mesma força de antigamente, mas muito roqueiro ainda ouve rádio. Também precisamos conscientizar a galera. Muita gente fala que é do Rock e que curte o movimento, só que não comparece em eventos como esse. Acaba sendo um grito numa caverna que não ecoa.

O Coletivo COBAIA é a coisa mais importante que aconteceu aqui“, diz Joelson. “Geralmente, os eventos de Rock são muito sabotados pela qualidade de som, uma vez que por mais que o equipamento seja bom, o operador só trabalha com Forró e nunca vai entender o som de bandas como Toca-Fita de Corcel, The Flow ou COMUMRAIO. E todo o equipamento é nosso: Você não deixa de fazer show por não ter um pedestal ou um microfone bom, pois caso um parceiro tenha, é mesmo que ser seu, é emprestado. Tudo na confiança, e até aqui vem dando certo.” Planejando levar música para todo o estado e com a pretensão de organizar ainda mais eventos dentro da cidade, a iniciativa dessas bandas Mossoroenses é a prova de o Rock não precisa de glamour algum para existir – Basta, como já diziam os Beatles, “uma pequena ajuda dos amigos“.

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