Coroner e nada mais

Finalmente, após muito tempo de espera depois do adiamento ano passado, o grupo Coroner desembarcou pela primeira no Brasil para o seu tão aguardado show na capital paulista. A noite também contou com a apresentação de mais quatro bandas nacionais, transformando o evento em um verdadeiro festival de música pesada.

Ainda com o público entrando na casa, a primeira banda a subir no palco, foram os caras do Circle Of Infinity, banda de Limeira que resgata as raízes do thrash/death metal. Com riffs intensos e o vocal rasgado, o grupo abriu os trabalhos para o que prometia ser uma noite promissora.

Em seguida foi a vez da banda Warsickness destruir tudo com seus odes a sagrada bebida, a cerveja! Praticando um thrash metal dos mais furiosos, o grupo do interior de São Paulo merece destaque pelas levadas à la Tankard e pelos solos devastadores que saiam das guitarras que trabalhavam em conjunto.

Direto do triângulo mineiro, o grupo Uganga mostrou atitude, com letras politizadas e um instrumental agressivo, a banda conseguiu roubar a cena angariando fãs com sua força e seu som original. Destaque para as músicas “Aos Pés da Grande Árvore“, para a letra sensacional de “Moleque de Pedra” e não menos importante o cover majestoso “Who Are The True” da banda nacional Vulcano.

Antecedendo a banda principal, a banda Sangrena com seu death metal limpo ao melhor estilo old school. Com a casa já cheia aguardando o Coroner, o show dos caras fechou a abertura com chave de ouro!

Após uma hora de preparação do palco, era hora de ver Roy Royce, Tommy T. Baron e Diego Rapacchhietti em ação! Em sua primeira tour por terras brasileiras, o grupo pode sentir toda a energia e a animação dos fãs tupiniquins. Fãs que abarrotaram o Clash Club e que não pouparam esforços para mostrar o quanto estavam animados e ansiosos pelo show.

Em troca, o grupo não poupou no setlist, bombas como “D.O.A.“, “Internal Conflicts” e “Masked Jackal” podem ser consideradas como o ápice da apresentação, mas obviamente, todo o show foi marcado por moshs, pelo famoso bate cabeça e muitos urros e coros!

Como sempre, o melhor fica pro final: após aquele breve intervalo e uma chamada geral, o instrumental “Nosferatu” anunciava “Reborn Through Hate” e “Die By My Hands” para fechar a noite. Se a banda precisava de uma prova de que os fãs brasileiros são fieis e merecedores da sua presença por aqui, eles definitivamente conseguiram.

Setlist:

1 – Golden Cashmere Sleeper
2 – Divine Step (Conspectu Mortis)
3 – Serpent Moves
4 – Internal Conflicts
5 – D.O.A.
6 – Son of Lilith
7 – The Lethargic Age
8 – Semtex Revolution
9 – Tunnel of Pain
10 – Still Thinking
11 – Metamorphosis
12 – Masked Jackal
13 – Grin (Nails Hurt)
14 – Intro (Nosferatu)
15 – Reborn Through Hate
16 – Die by My Hand

 

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