Entrevista exclusiva com a banda Médicos de Cuba

Conversamos um pouco com a galera do Médicos de Cuba, não, não.. Não os médicos que vieram de Cuba e sim com a banda, que falou um pouco sobre a grupo, novo disco e o futuro, confira:

Conte me um pouco como surgiu a banda?

Eu (Hasselmann, o baterista) e o Wind (guitarrista) eramos amigos no colégio, e a gente montou uma banda com o Canário (ex-baixista) e um outro amigo pra tocar no intervalo, só de zoeira, sem ter nada em mente. Aí no ano seguinte, fomos num evento que rolava na cidade antigamente, em que a ex-banda do Wagner (vocalista) tocou, e chamamos ele pra se juntar a nós e participarmos de um concurso de música na cidade, que no final das contas acabou nem acontecendo, mas as composições surgiram naturalmente logo no primeiro ensaio, e ai demos inicio aos trabalhos.

Por que Médicos de Cuba? Conte alguma situação hilaria envolvendo o nome da banda?

A banda precisava de um nome pra se inscrever no concurso que ia acontecer. Aproveitando a repercussão dos Médicos que vieram de Cuba na época, surgiu a idéia de chamar a banda desta forma para atrair visualizações de quem pesquisasse a respeito. Mas é um nome que acabou casando com a proposta da banda, meio debochado. Todo mundo que ouve o nome da banda acha sensacional, e o engraçado é que vive aparecendo algumas mensagens de pessoas doentes na página, uma vez mandaram até foto de um dedo costurado todo preto, perguntando se era normal, achando que se tratava de uma associação de médicos de verdade ou algo assim.

Recentemente vocês lançaram um novo disco, fale um pouco sobre o processo de criação desse disco?

Sim, lançamos um novo disco chamado Médicos de Cuba. Começamos com duas músicas compostas faz tempo e fomos emendando. Não tem uma fórmula pré definida, às vezes Wind surge com o riff e a letra é feita na hora, às vezes a letra vem antes anotada e vemos se encaixa em algum riff ou não. Pegamos criações soltas na nossa mente e transpomos para que entrem em harmonia.

O processo de gravação foi bem divertido, tivemos uma liberdade enorme na hora de gravar tudo, porque alugamos um teatro por um fim de semana, testamos microfonações e etc… sem aquela pressão de pagar horas em estúdios.

Quais são as influencias da banda?

Eu (o vocalista Wagner) Gosto muito de Nirvana e Black Sabbath. O Hasselmann tem, infelizmente, influência musical do Lars Ulrich (Metallica) mas felizmente a influência empresarial do mesmo. O Wind escuta bastante deathcore, como Whitechapel, Gojira, e alguns raps como Run the Jewels ou Mac Miller, mas acho que a influência além desses vêm também dos clássicos, Pantera, Wolfmother, Black Label Society, etc, já o Saulo curte bastante Led Zeppelin, As blood runs black, black dhalia murder, the reign of kindo e panic at the disco.

As influências visuais para os clipes tendem a ser únicas também. Não queremos contar a história das músicas nos clipes, sempre criamos uma história diferente, tipo uma outra perspectiva do que está acontecendo.

Algum show/evento que marcou pra vocês? Que fica na lembrança?

Houveram três muito especiais, um em Araucária (na Festa do Caroço, um evento de bandas independentes da cidade), e em Florianópolis com o Supercombo. Não imaginávamos que seriamos tão bem recebidos pelas platéias.

Qual a diferença do primeiro disco “Recém Casados”, para o segundo disco “Médicos de Cuba”?

O Recém Casados foi feito de qualquer jeito. O computador usado pra mixar as trilhas era horrível, a dedicação não era tanta porque não pensávamos que ia ter tanta repercussão. Para o Médicos de Cuba, queríamos elevar nosso nível em todos os quesitos. Mas ainda usamos a fórmula divertida e questionável do Recém Casados (falar de drogas, assassinatos, coisas sem sentido, etc.)

Geralmente as letras das músicas são por protestos e atual situação do país, como vocês vêm o cenário atual politico e social do país?

Nem sempre, tentamos englobar mais as coisas internas. Ao invés de pensar no lado político, pensamos mais no pessoal. Por exemplo, o que uma pessoa sente quando está protestando ao invés do motivo pra protestar, manja? Cada música é a cabeça de alguém. Cada música é como se fosse uma cabeça pensante, e ela tem um ponto de vista sobre determinadas coisas que acontecem dentro da sociedade, ou no seu subconsciente, são como “personagens”.

Nesse novo disco, tem alguma faixa preferida pra vocês?

Temos bastante apreço pelo CD todo na verdade, mas se fosse pra escolher duas, escolheríamos “Panetone” e “Não Deixe Acabar a Gasolina”. Elas são diferentes e engraçadas, mas de um jeito desconfortável. E tem uma moral por trás. Elas fazem você pensar no por que os personagens fizeram aquelas coisas.

Quais são os planos da banda pra futuro?

Tocar, tocar, tocar e tocar! Pretendemos viajar pra lugares que a gente ainda não foi. Rio de Janeiro e Brasília são nossas metas, queremos mostrar nosso CD novo por lá.

Queremos fazer mais um clipe ambicioso. Desta vez teremos todos os integrantes no mesmo lugar fazendo coisas juntos, mas cada um ainda terá seu destaque. Queremos contar uma história grande e dinâmica.

Algum recado para os fãs?

Vem sendo incrível até agora, graças a vocês. Só temos à agradecer a toda a galera que nos acompanha e torce por nós. Acho que no mais é isso hahaha

Agradecemos a disponibilidade da banda em conversar com a gente e desejamos muito sucesso a banda.

Viva O Rock!

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