Histérico show do HIM embala noite paulistana

Os finlandeses do HIM voltaram às terras tupiniquins. Sexta feira (11/12), os fãs puderam acompanhar a segunda passagem da banda pelo país, em São Paulo, no já “tradicional” Carioca Club. Inicialmente, a apresentação estava prevista para ocorrer no Tropical Butantã; contudo, com o atraso de alguns reparos, o show acabou sendo transferido e adiantado em uma hora.

Boatos que fãs viraram a noite na fila; boatos que por volta das duas da tarde, a fila já dobrava a esquina. Por volta das seis e meia, meia hora antes da casa abrir, a fila já dobrava duas esquinas. E bem provavelmente existiam pessoas ali que dormiram – ou pelo menos chegaram bem cedo – para garantir lugar. Era possível ver muitos heartagrams – símbolo da banda, criado por Ville Valo aos vinte anos de idade, que representa a relação entre o amor e o ódio, a vida e a morte -, por toda a parte, em variados formatos: estampas de camisetas, acessórios, tatuagens.

A fila estava aparentemente bem ansiosa, mas o começo da histeria da noite se deu pela chegada da banda na casa. Um grande aglomerado para o Ville, alguns gritinhos para o Mikko “Linde” Lindström, alguns curiosos em relação ao Jukka “Kosmo” Kröger. Alguns segundos que já foram a noite de muitos fãs. A proposital reação de Ville ao sair da van, um sorriso sem mostrar os dentes com olhos arregalados, e logo passou rápido para dentro da casa.

A casa encheu rapidamente, logo de início um lugar perto da grade já era bem disputado. E, pontualmente às 20h, o show se inicia.

Alguns problemas técnicos ocorreram – talvez de nem tanta relevância para os fãs, que se mostraram empolgados o show inteiro, em especial os amontoados na grade. Com a abertura de “Buried Alive By Love“, o público enlouqueceu, porém o microfone do Ville estava bem baixo. “Poison Girl” teve uma recepção muito calorosa com coro  na introdução, e uns acertos técnicos, e em “Kiss of Dawn” estava aparentemente consertado. Lindström não parecia confortável e ajeitou várias vezes seu equipamento, assim como Ville pedia para a produção ajeitar e dava  um toque para os teclados, assumidos por Janne “Burton” Puurtinen.

Pretending” seguiu com a galera sacudindo a pista, e um dos grandes hits “Killing Loneliness” com muitos gritos eufóricos e a galera continuando sem parar de pular.  Como a setlist foi constituída de hits, não teve uma música que não foi cantada, pelo menos, o refrão. A banda parecia um pouco fechada, sem muita interação com o público. No primeiro sorriso de Ville, pode-se ouvir uma histeria coletiva. Na verdade, a histeria ficava em cada sorriso, cada gesto proposital do finlandês com o microfone. Linde cuspia no palco, Burton acendeu alguns cigarros, Kosmo fazia uma pegada mais pesada quando podia, Mikko “Migé” Paananen bangueava bastante e passeava um pouco pela área onde estava, de uma maneira mais bruta. Uma troca de palavras com o público, quase incompreensível pela ânsia em prestigiar a banda finlandesa. Outra maneira de interação foi conversar no microfone com a banda, de costas para o público.

The Sacrament” foi outra com muita gritaria, “Wicked Game“, icônico cover de Chris Isaak foi alucinante, “Right Here In My Arms” e “Razorblade Kiss” ganharam uma pegada mais pesada também. As escolhidas para o final foram a balada “When Love and Death Embrace” e “Rebel Yell“, esta também cover, do Billy Idol.

A  banda se despediu e rapidamente deixou o palco. A toalha jogada por Ville caiu no espaço entre o palco e a grade, gerando um grande desespero para quem ficou a noite inteira na grade. Kosmo foi o último a deixar o palco, pediu para tirar uma foto da galera, e jogou várias baquetas (até para alguém do camarote).

Também foi um show à parte quando os fnlandeses deixaram a casa: muita aglomeração, gritos e tietagens, depois de minutos ansiosamente aguardados.

Uma apresentação recheada com os maiores hits dos grandes e clássicos álbuns da banda – nada dos trabalhos mais recentes no setlist  -, inesquecível pelo fascínio causado, o público demonstrou claramente o quanto a banda é querida. O show teve uma hora e meia de duração, visto que a casa já tinha outra atração prevista para as 23h. Depois de um ano e alguns meses depois da última apresentação, os fãs puderam matar a saudade. E já devem estar contando os dias para a próxima volta.

Setlist

Buried Alive by Love
Poison Girl
Kiss of Dawn
Pretending
Killing Loneliness
Your Sweet Six Six Six
Join Me
Bleed Well
In Joy and Sorrow
The Sacrament
Rip Out The Wings of a Butterfly
Wicked Game
Heartache Every Moment
Right Here in My Arms
Funeral of Hearts
Razorblade Kiss
When Love and Death Embrace
Rebel Yell

 

Deixar comentário(s)

comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *