Resenhas 

Mattilha: Bebidas, Mulheres e Estradas

A banda Mattilha, formada por Gabriel Martins, Victor Guilherme, Henrique Nunes e Ian Bueno, surgiu no cenário do rock paulista como uma grande potência para futuros lançamentos, e essa expectativa foi completamente suprida no seu álbum de estreia intitulado “Ninguém é Santo”. O álbum contém nove faixas e uma introdução que mostra com clareza o caminho escolhido pela banda para a construção do CD, que por opção da banda foi lançado gratuitamente pela internet em formato virtual.

Como introdução para o álbum a banda optou por algo forte e impactante, bem marcado por todos os instrumentos, o que nos trás imediatamente uma sensação de tensão, principalmente pelos latidos que podem ser notados ao fundo, fazendo referência ao nome da banda, e a finalização com o ronco do motor de um carro, emendando com a primeira faixa do CD.

Iniciada com o ronco do motor que vem desde a introdução, “Sem hora marcada” logo mostra o estilo fortemente definido pela banda, de bebedeira, mulheres e aventuras pelas estradas. Nesta faixa podemos notar o peso dado em todos os Riffs pelo guitarrista Victor Guilherme, que executa todos eles com a devida força dada ao Rock.

A faixa “Feita pra Mim” também apresenta o estilo boêmio de vida, além de uma linha de contrabaixo bastante marcante e bem executada pelo baixista Henrique Nunes.

A faixa que melhor representa a banda é, sem dúvida, “Filho da Pompéia”. A letra mostra as origens dos integrantes que são moradores da Pompéia, município de São Paulo onde grandes bandas do Rock nacional surgiram, bandas essas que os influenciaram a compor o chamado por eles mesmos de “Rock embriagado”, nítido em todas as músicas da banda.

A sequência do CD conta com uma faixa mais calma intitulada “Blues para acalmar” onde conseguimos perceber melhor a característica particular que o vocalista Gabriel Martins coloca ao utilizar seu vocal rasgado junto às letras em português. Com a participação do Gaitista Paulo Coruja da banda Cracker Blues a faixa sem dúvida merece destaque principalmente pelo duelo entre gaita e guitarra de altíssimo nível entre Paulo e Victor Guilherme.

Dando continuidade ao CD temos a faixa “O Risco” que merece destaque pelo solo de contrabaixo, algo pouco encontrado hoje em dia nas bandas que vejo surgindo no cenário nacional e pelo estilo bem particular da melodia, que foge da linha que o CD vinha seguindo, principalmente ao ouvirmos a bateria apresentada por Ian Bueno e o acompanhamento especial que a voz recebe da guitarra.

Chegando ao final nos deparamos com as quatro faixas finais: “Duro de Dizer”, “Noites no Bar”, “Pronto pra Rodar” e “Ninguém é Santo” que foi a faixa escolhida para finalizar o álbum e que representa a banda muito bem, ficando atrás somente de “Filho da Pompéia”.

O CD pode ser baixado completo pelo site da banda:  www.MATTILHA.com.br

NOTA: 8/10

Written by 

Editor chefe do site Rock de Verdade.

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