Bandas 

Motor City Madness

As ruas ardem em chamas, como se o fogo do inferno tivesse emergido da superfície, cegando os incrédulos e causando temor entre os desavisados. Vermes, mortos ­vivos, andarilhos, vagabundos errantes, descapacitados e toda a sorte de criaturas nefastas agora caminha entre nós.

O ar é pesado, pólvora e enxofre exalam do asfalto manchado de sangue. O progresso trouxe o caos, a desordem. A praga foi instalada sem aviso prévio. Não há mais retorno. A cidade que antes tinha um nome agora é conhecida apenas por Dead City, um território de embates onde fervilha ódio noite e dia, tirando o sono dos que ainda tem colhões para fechar os olhos e tentar dormir. É nesse pesadelo, em meio a explosões e gritos desesperadores que ecoam entre ruínas de concreto e ferro retorcido, que um bando – ou melhor, uma banda – resolveu fazer barulho.

Cansados da vidinha mais ou menos de mundo mortal, a Motor City Madness resolveu entrar de cabeça nesse clima ‘no future’ para compor o segundo registro da carreira. E, enquanto observam a luta de alguns para manter o sangue correndo nas veias, o quarteto perambula pelas incertezas de uma terra devastada, narrando suas desventuras em 11 temas. Todos embalados em rouquidão, riffs certeiros, graves precisos e batidas nervosas. Um trampo para sair desse plano astral e deixar a mente perambular pelo princípio do fim por 23 minutos. Ou, a trilha sonora para preencher o vazio alma e esvaziar a garrafa enquanto o mundo lá fora vai de mal a pior.

A Motor City Madness, de Porto Alegre, é uma banda de rock. É como um Ramones turbinado pelo lado brucutu de um Motörhead da vida ou um MC5 dilacerado por criaturas horrendas saídas de alguma música do Misfits. O negócio aqui é som sujo, pegado, pra ouvir tomando uma ­ ou várias ­ cervejas em inferninhos fuleiros repletos de gente medonha.

Em maio de 2013 a banda fez sua primeira gira fora do país, passando por Uruguai e Argentina. Seis shows caóticos em terras platinas, celebrados à base de grapamiel, hamburguesas, Pilsen e guitarraços. Esta trip gerou um documentário produzido pela própria banda.

Agosto do mesmo ano marcou o lançamento do seu primeiro CD, em uma parceria entre os selos Trashcan Records, Chop Suey Discos, Reverb Brasil e Rastrillo Records (ARG), iniciando a tour de divulgação com 15 shows pelos estados do RS, SP e MG, espalhando a desgraça cada vez mais longe e em alto volume. A bolacha rendeu várias resenhas em blogs brasileiros e gringos, coletâneas e aparições em programas de TV, rádio e na programação de diversas rádios web espalhadas pelo mundo. Com mais de 50 shows no ano, a Motor City Madness segue espalhando a desgraça por onde passa.

Motor City Madness é:

Sergio Caldas ­ (voz/guitarra), Fabian Steinert ­(guitarra), Rene Mendes (baixo) e Rodrigo Fernandes (bateria).

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