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Primeira edição do Sick Bastards Festival no Brasil lota o Parque da Juventude

No último Domingo rolou o Sick Bastards Festival, um evento beneficente que arrecadou um total de 15 toneladas de alimentos para a Campanha Natal Sem Fome. A entrada ao evento foi gratuita e somente era necessário levar um quilo de alimento não perecível juntamente com o ingresso que era retirado por meio de um cadastro no site oficial. O festival contou com a participação das bandas Violet Soda, Premiere, Anjo dos Becos, Nisha Star, Pavilhão 9, CPM22 e Infectious Grooves; e aconteceu no Parque da Juventude, em São Paulo.

O evento começou e as pessoas ainda estavam chegando para assistir as atrações, tinham algumas famílias pelo parque, e dava para notar a diversidade de faixas etárias por ali, mostrando que o Rock N’ Roll está bem vivo no coração de muita gente. A abertura do dia de shows foi incrível, uma apresentação maravilhosa da Violet Soda que sempre surpreende com a qualidade e energia. Em seguida tivemos a banda Premiere que parecia um estouro de manada, com letras em português, deram início às rodas. Particularmente, eu não conhecia a banda e achei o som dos caras muito bem feito, com uma energia de palco de arrebentar.

Foto: Anjo dos Becos

A programação seguiu com a banda Anjo dos Becos que estava gravando todo o show para incluir em seu documentário dos 25 anos de banda. O vocalista é um frontman nato, sempre conversando muito com a galera. A banda estava muito agitada, acredito que pelo fato de estarem felizes com as gravações de seu documentário. O vocalista subiu nas estruturas do palco, desceu na galera, bateu muito papo com o público, estavam em festa. A banda que usa e abusa dos instrumentos de sopro nas suas músicas fizeram um show muito animado.

Entrou então a australiana Nisha Star, outra novidade para meu repertório musical. Nisha foi convidada pela organização do Festival para participar dessa primeira edição no Brasil. A australiana ficou bem feliz em participar do evento, fez uma apresentação que chamou bastante atenção do público. Mais tarde ela passeou em meio ao público junto com Mike Muir (Suicidal Tendencies), onde foram parados diversas vezes para tirar fotos com os fãs. A próxima atração foi a banda Pavilhão 9 que fez um show explosivo. O público cantou e agitou junto em todas as músicas, com certeza a banda fez jus aos anos de carreira.

Foto: Pavilhão 9 / Marcos Hermes

Encerrando a noite de shows, tivemos o CPM22 com o show da turnê “Suor e Sacrifício” que está rolando ao longo desse ano e que contou com diversos shows no Brasil inteiro. Não tem nem o que falar dos caras, o show foi maravilhoso, eles misturam no set list dessa turnê músicas clássicas da carreira com músicas do último disco. Esse ano já pude presenciar alguns shows do CPM22 e sempre fico impressionada com a qualidade de som impecável, sem contar o público do CPM que é incrível também. Acho que a música desse álbum que mais emociona em todos os shows é a que Badauí fez ao seu pai: “Honrar Teu Nome”, que inclusive, tem um videoclipe que recomendo.

Por fim tivemos a banda mais aguardada da noite, Infectious Grooves. Subiram ao palco Mike Muir (Suicidal Tendencies), Robert Trujillo (Metallica), Jim Martin (Faith No More), Brooks Wackerman (Avenged Sevenfold) e Dean Pleasants (Suicidal Tendencies). Difícil explicar o que foi que aconteceu naquele palco, que o Trujillo é um ótimo baixista todo mundo sabe, que o Brooks detona na bateria também, e Muir, bom não tem nem o que dizer. Mas aquele show foi impressionante em vários sentidos, dava pra sentir como eles estavam se divertindo em estar ali se apresentando, tocando todas aquelas músicas juntos. Além de que estavam muito felizes por terem conseguido arrecadar tanto alimento, conseqüentemente ajudando muitas pessoas.

Foto: Infectious Grooves

O show contou com algumas participações especiais, em determinado momento eles chamaram Nisha Star para cantar uma música com eles, e depois Tye Trujillo sobe ao palco para tocar uma música do Suicidal Tendencies e continuou tocando com seu pai. Mike brincou que Trujillo era o “Pai Orgulhoso”. Rolaram muitas brincadeiras entre os integrantes da banda, eles conversaram bastante com o público também, teve uma troca bem bacana. No final do show, eles jogaram muitas, mas muitas palhetas para a galera. Foi impressionante de ver. Resultado final desse Festival foi ver que quando algo é bem organizado, tudo sai perfeito. Tinham bastantes cabines de sanitários, não peguei fila em momento algum para ir ao banheiro, mesmo com o parque lotado no fim do dia. Em resumo, foi um festival extremamente organizado, mesmo sendo gratuito. Rock on!

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