Resenhas Shows 

São Paulo treme, pula e grita com Fear Factory no Clash Club


Fear Factory:
Plugados nos 220 V em noite paulistana!

Confira um pouco do que rolou no Clash Club em São Paulo no último 10 de outubro:

A casa abre, o público começa a entrar. As 19:30 entra no palco a banda paulistana Marrero. Formada por apenas três bravos homens: Anderson Kratsch – voz, Estevan Sinkovitz – guitarra Felipe Maia – bateria. Todos com um curriculo invejável. Com repertório todo autoral, Marrero canta como noutros tempos, com letras simples, escritas em português, diretas e honestas!

Mandam seus sons duros e raivosos. Sem medo de encarar uma casa cheia de fãs do Fear Factory, quebram tudo no palco, sem frescuras. Agradecem a presença de todos e enaltecem o rock brazuca. Muito bacana o som dos caras. A galera curtiu bastante, foram aplaudidos. Tocaram quase todas do seu debut. Fecham os trabalhos as 20:00. Valeu o show galera!!!

Set- list

1-Pense por dois
2- A U
3- Rei
4- Fiel
5- Aquele mesmo lance
6- Desdém
7- Dó que Destrói
8- Quem será?

E então… Fear Factory no palco gente! Entram as 20:35. Casa entupida! Público predominantemente masculino. O palco estava escuro. A galera da frente já via a movimentação no palco, surgem os urros de Burton, a festa começou!

Abriram com a pauleira “Demanofacture”, detonando no palco. Em coro, a galera cantou e vibrou muito nesse som! Os famosos circle pits já rolaram desde a primeira música, e continuaram até o final do show.

O álbum “Demanufacture”, segundo na carreira do Fear Factory, está completando 20 anos. E a banda agendou shows com seu repertório na íntegra para comemorar o marco. Três dessas apresentações aconteceram no Brasil. É um álbum conceitual, que conta a história de um homem que luta contra um governo controlado por máquinas, narrativa inspirada no tema do filme “O Exterminador do Futuro”.

Além das músicas que integram esse álbum, Burton C. Bell (voz), Dino Cazares (guitarra), Mike Heller (bateria) e Tony Campos (baixo) também tocaram outras faixas, incluindo algumas do novo disco: “Genexus”, que chegou este mês às lojas!

Como prometido, o show seguiu a seqüência idêntica a do álbum, arrancando as mais puras emoções de seus fãs, que arrancaram as camisetas e pularam muito com essa galera. pegada monstro em cima do palco, e muita loucura desses fãs muito pirados.

Burton interagiu muito com a galera, tirou até umas selfies com uns caras. A galera subia no palco pra fazer o mosh no meio do povo. Muitos fizeram isso. Nos intervalos dos sons, Burton agradecia por estar ali e pelos fãs. Mandou um obrigado entre o quarto e o quinto som. No sexto som “Dog Day Sunrise”, uma mina subiu no palco e cantou com Burton, finalizando com um beijo na bochecha do cara.

Reparei que tinha um maluco levantando a muleta do lado direito do palco, ele fez isso o show inteiro.

As 21:25, saem do palco pra dar aquela respirada. Após tocarem o álbum na integra sem intervalos. Mas o som não para.. Durante uns 3 minutos, a galera fica na expectativa, deixaram um som meio eletrônico rolando, e  o palco permanecia escuro, não tinha como saber o que viria. Retornam poucos minutos depois, primeiro a bateria e vem “Therapy for the Pain”, seguida de “Shock”. Burton fica muito satisfeito com a participação da galera e manda um “obrifuckingado”.

Ainda dá tempo para “Dieletric”! Som do novo álbum “Genexus”, levando o povo ao delírio. Ele pergunta quem já adquiriu o novo álbum, muita gente levanta a mão, ele agradece pelo suporte dos fãs.

Então Burton anuncia que irá terminar a noite com o primeiro som que a banda escreveu “Martyr”, muita animação de todos, deram tudo nesse som. Fim as 22:00.

Set List:

  1. “Demanufacture”
  2. “Self Bias Resistor”
  3. “Zero Signal”
  4. “Replica”
  5. “New Breed”
  6. “Dog Day Sunrise”
  7. “Body Hammer”
  8. “Flashpoint”
  9. “H-K”
  10. “Pisschrist”

Encore

11. “Therapy for Pain”

12. “Shock”

13. “Edgecrusher”

14. “Dielectric”

15. “Archetype”

16. “Martyr”

Agradecemos a Costábile Salzano Jr. pelo credenciamento e apoio. E ao fotógrafo Wallace Andrade  membro do site “A ilha do Metal”, que nos concedeu o direito de utilizar as fotos.


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