Resenhas 

Huaska: Se é para sambar, que seja de preto

 

Poucas vezes na vida será possível ver o samba e o rock tão misturados. E não estou falando daquele subgênero “samba-rock” que muitas vezes não é rock nem samba. Nosso assunto de hoje é o Huaska. Uma banda que dá as caras na cena independente (já há um bom tempo) trazendo uma mistura bastante peculiar com ótimos arranjos e letras que provocam reflexão. Tudo isso em português alto e claro, para que todos possam ouvir.

 

Com as participações especiais de dois músicos brasileiros mundialmente conhecidos  (Eumir Deodato e Elza Soares), o álbum “Samba de Preto” (2012) já nos mostra, logo na primeira faixa, que não é um trabalho amador. Nem de longe. A fluência das músicas ao longo do álbum e as combinações musicais diferentes testam até mesmo os ouvidos mais preguiçosos.

 

 

“Agora é de preto que ela vai sambar

Sozinha a noite inteira no mesmo lugar.
E ao fechar os olhos ele está ali
Assim como esteve antes de partir”

 

Já não bastassem as participações no álbum, o Huaska ainda fez uma participação especial em uma das músicas que disputaram para ser o samba enredo oficial de uma escola de samba no Rio de Janeiro cujo tema seria “Rock in Rio”. Apesar de não ter sido a música escolhida pela direção da escola, a música com a participação do Huaska foi a melhor votada em todas as enquetes pela internet e a ação da banda mobilizou uma interação bastante inusitada entre fãs de rock e samba.

 

Com tanta coisa em 2012, a banda se mantém otimista e tem tudo para crescer ainda mais em 2013. Brasileira, patriota e criativa, o Huaska é uma banda bastante competente e que merece nossa atenção, pois sobrevive e cresce mesmo em um mercado musical tão difícil e apertado.

 

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