Tentáculos do Dead Fish invadem Santos

Em 2015, os capixabas do Dead Fish fizeram o lançamento do sétimo disco da carreira intitulado “Vitória”. Desde então, a banda segue levando os tentáculos do álbum para todo Brasil e também exterior, já que o caras fizeram quatro shows no Chile neste início de ano. E no último sábado (16), o Dead Fish, escolheu a cidade de Santos para continuar a contemplar terras brasileiras. O show aconteceu na Diamond Club, ao lado das bandas Jersey’s, Bayside Kings e Madrenegra.

Com a galera na expectativa de ver o primeiro show do Dead Fish em 2016, quem subiu no palco para esquentar todos os ouvidos foi a banda santista Jersey’s. Os caras acabaram de fazer o lançamento do disco “Re-Evolution” e fizeram uma belíssima performance para iniciar a noite. O grupo formado por Phernandu Nunes (voz), Tim Intravennous (bateria), Imakawa (baixo), Mark V (guitarra) e Nilinho (guitarra), mostraram um bom entrosamento entre as músicas.

Também original de Santos, a Bayside Kings, foi a segunda banda a se apresentar no palco da Diamond Club. Se tem uma palavra para definir os caras do Bayside na apresentação, essa palavra é: energia. Com os integrantes mandando ver, o vocalista Milton, não parava se quer um minuto e agitava a galera sem parar. Destaque para parte final do show, onde o vocal cantou as músicas no meio do público.

Para anteceder o Dead Fish, os brasilienses do Madrenegra arregaçaram as mangas para mostrar o seu som. Com influências de rock pesado, o grupo apresentou boa consistência na apresentação que trouxe canções do último trabalho da banda chamado “Todo Sonhador é Viciado em Esperança”. A digna performance foi uma passagem de bastão para o Dead Fish.

Pontualmente às 2:24 da manhã, Rodrigo (voz), Alyand (baixo), Ric (guitarra) e Marcão (bateria) subiram ao palco. E mesmo com grande empolgação por parte dos integrantes, as primeiras cinco músicas dos capixabas não saíram exatamente da melhor forma para o público. A regulagem do som da casa não favoreceu as enérgicas performances que o Dead Fish sempre teve.

Mesmo com o som não ajudando na apresentação Rodrigo e companhia seguiram com muita energia no palco. Até que em “Queda Livre” o ajuste sonoro ficou bom e foi possível ouvir a voz de Rodrigo. Só que nas canções seguintes o problema aconteceu novamente. Alguns fãs que conhecem as apresentações da banda ficaram chateados com essa situação e era possível ver que não estavam satisfeitos.

Até o final do show a regulagem do som seguiu com altos e baixos durante as músicas. Entre os intervalos de uma canção e outra, Rodrigo argumentava sobre a turnê 25 anos do Dead Fish que deve ter início ainda em 2016. A banda do Espírito Santo está na estrada desde 1991 e tem lançado ao todo sete discos.

O Rock de Verdade agradece a organização da Diamond Club pela oportunidade de cobrir o show e espera continuar participando dos eventos que lá acontecem.

Fotos: Naka Wilcensi

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