Turisas fascina público em São Paulo

Sábado (03/10/2015), a banda finlandesa Turisas se apresentou em São Paulo, no Carioca Club. em sua segunda passagem pelo Brasil. O show foi cheio de energia, e não deixou o público parado um minuto sequer.

Mesmo sendo uma turnê de divulgação do último álbum lançado, em agosto de 2013, intitulado “Turisas2013“, o setlist mesclou grandes músicas de toda sua carreira.

Os portões foram abertos no horário previsto. Os fãs logo garantiram seu lugar na pista, uma vez que a grade não estava presente. A casa não lotou, e um pouco antes da apresentação da noite, o grupo Ordo Draconis Belli fez uma breve apresentação, entretendo bastante os presentes. Também não era difícil ver fãs pintados no melhor estilo “battle metal“, com pinturas aludindo às dos membros do Turisas. Às 19h30 o show se inicia, sem a presença de banda de abertura. Os fãs recepcionaram calorosamente a banda, que apareceu com muita potência e disposição.

Jaakko Jakku foi o primeiro a surgir no palco, seguido do tecladista Kasper Mårtenson; o empolgado Jesper AnastasiadisOlli Vänskä e Jussi Wickstrom entram simultaneamente, e por último – mas não menos importante – o frontman Mathias Nygård, vulgo Warlord. Começando explosivamente com “The March Of The Varangian Guard“, os finlandeses mostraram para quê vieram. Logo, emendaram com outra notória, “A Portage To The Unknown“. Mathias interagiu várias vezes com o público – e com algumas palavras, introduziu a épica “To Holmgard And Beyond“. A banda se orgulhou em tocar a música subsequente “Rex Regi Rebellis“, do primeiro álbum e nunca tocada antes em São Paulo. A performance foi intensa, e por mais que nem todos os presentes soubessem a letra, não tirou o mérito e muito menos a paixão com a qual a banda a tocou.

Warlord mais uma vez introduziu a música que deu continuidade no espetáculo, dessa vez utilizou um contexto histórico para chamar a “End of An Empire“. Ele interagiu várias vezes com o público: disse que cada vez que passava por algum lugar em turnê, a banda pedia pela cerveja local, mas, no caso, não tinha gostado da que foi fornecida (Skol), porém ficaram felizes que o pedido foi “corretamente” atendido (já que em Curitiba a escolhida foi a Heineken, já conhecida deles); que antes de passar pelo Brasil, passaram pela Alemanha, e lá a maioria do público era composta por homens barbudos e bêbados, assim como o público da Inglaterra também não os agradavam tanto… O que se mostrava bem diferente no Brasil, e ressaltou que havia muitas meninas bonitas presentes; do pouco que conheceram de São Paulo: “airport, hotel and Carioca Club” (aeroporto, hotel e Carioca Club), e até lembrou que foi o mesmo lugar onde tocaram da última vez há dois anos, quando foi a primeira vez que pisaram em terras brasileiras, disse que gostava da casa e perguntou quem estava lá na última vez também.

Olli, Jesper, Mathias e até o Jussi se aproximaram muitas vezes do público. Jesper sempre com movimentos ágeis e intensos, tanto no baixo, como na interação com a galera; Olli muito carismático, tocando de maneira indefectível; Jaakko, ali na bateria, sem poder perambular pelo palco como seus companheiros de banda, mas compensava com sua performance; Jussi passeou pelo palco algumas vezes, e manteve o olhar enlevado; Kasper também preso a um instrumento, porém observando a galera com olhar atencioso e curtindo bastante a vibe passada – às vezes o Mathias chegava perto dos teclados também. E o headbanging vinha tanto dos finlandeses (por vezes, sincronizados até), como do público.

For Your Own Good“, uma das faixas do álbum responsável pela turnê foi bem recepcionada pelo público, e logo uma “Hunting Pirates” muito animada, interpretada e bem humorada surgiu – com Jussi e Olli marchando de um lado para o outro na parte mais baixa do palco, com seus instrumentos nos ombros, e muitos guerreiros acompanhando a letra.

No Good Story Ever Starts With Drinking Tea” foi cheia de energia, intensa, insana. O tão esperado hino “Battle Metal” com fãs ensandecidos – foco para iluminação, a qual estava vermelha, que incrementou ainda mais o clima aparentemente bélico. E, para fechar o bloco, “We Ride Together“. O vocalista conversou mais uma vez, e disse que era uma música para os “brothers and sisters“, pediu que os brothers gritassem, e depois as sisters – e se divertiu com a diferença sonora que isso propiciava. Durante a intro, Jaakko tocava com uma mão, enquanto com a outra jogava a baqueta para o alto.

Logo a banda volta com outro hino, dessa vez mais recente, faixa que intitula um álbum, “Stand Up And Fight“. Não aparentavam cansaço, mas já começavam a se despedir e dizer que com certeza voltariam em breve. Warlord pediu todas as energias do público, porque a banda estaria as dando também. E essa troca perfeita aconteceu na tão pedida “Rasputin“, regravação de Boney M..

Um show memorável, enérgico, e que manteve o público seduzido, enlouquecido e cantando junto por toda a duração da apresentação.

 

Setlist

1 – The March Of The Varangian Way

2 – A Portage To The Unknown

3 – To Holmgard and Beyond

4 – Rex Regi Rebellis

5 – End Of An Empire

6 – The Dnieper Rapids

7- For Your Own Good

8 – Hunting Pirates

9 – No Good Story Ever Starts With Drinking Tea

10 – Battle Metal

11 – We Ride Together

Encore

12 – Stand Up And Fight

13 – Rasputin

 

Veja mais fotos do show aqui e aqui.

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