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Conheça a banda Boa Vista Hard Club de Recife

A Boa Vista Hard Club busca provocar a reflexão sobre o lugar de pertencimento em meio a uma conturbada e passional existência, abordando em suas letras as inseguranças da vida em meio a uma metrópole. O objetivo é lançar um olhar sobre a solidão, os vícios e angústias que nos cercam, sem maneirismos ou críticas, mas exercendo “a necessidade de expressão pessoal“, como define o vocalista, guitarrista e compositor Victor Chalegre.

São músicas autobiográficas, que falam sobre a minha própria vivência no centro desta metrópole caótica que é o Recife, mas também poderia ser qualquer outra… É um sentimento de deslocamento da realidade“, conta Chalegre, que tem como inspiração de suas composições algumas experiências presenciadas na vida noturna no bairro da Boa Vista, que dá título à banda. “Vivemos uma dificuldade de adaptação e para externalizar o que sentimos. As letras falam sobre essas perdas e ansiedades, para que as pessoas não se calem. Cantar isso, para mim, é não me calar“, ele provoca.

Além de Chalegre (voz e guitarra), a banda é composta por Braun (contrabaixo), João Antônio (guitarra) e pelo veterano Henrique Costa (bateria) – que soma 17 anos de carreira no currículo e passagem por diversas banda do rock autoral pernambucano. Com influências de grupos como AC/DC, Led Zeppelin, Dream Theater, Foo Fighters, Megadeth, além de representantes do rockabilly cinqüentanista como o pioneiro Johnny Cash, a formação dos músicos é oriunda de diferentes esferas. Ela passa pelo rock clássico do repertório do vocalista e se mistura com as influências ecléticas trazidas pelo baixista, o peso percussivo do baterista metaleiro e os arranjos do guitarrista, que é formado no violão popular e erudito.

Assim, a sonoridade do grupo resulta em uma sobreposição de camadas que revelam novos nuances e timbres a cada audição. Mas, no fim, o que se destaca é a visceralidade das canções – ela é a grande protagonista do primeiro CD do grupo, Tresvariar, que foi lançado em Outubro de 2019. “O adjetivo que define nosso repertório é ‘visceral’. Independente de serem mais lentas ou pesadas, as músicas falam de coisas difíceis de serem ditas, mas reais“, atesta Chalegre.

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