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Novo álbum de Sepultura, ‘Quadra’, confira a pedrada

O ano de 2020 começa com novidade para o heavy metal. Sepultura lançou no dia 7 de Fevereiro, o álbum Quadra. O lançamento foi mundial e simultâneo em todas as plataformas musicais. Para o Brasil e a América Latina a banda firmou parceria com a gravadora BMG. Quadra foi inspirado no Machine Messiah, um disco diferente na história do Sepultura, com elementos inusitados. São 12 faixas: “Isolation“; “Means to an End“; “Last Time“; “Capital Enslavement“; “Ali“; “Raging Void“; “Guardians of Earth“; “The Pentagram“; “Autem“; “Quadra“; “Agony of Defeat” (a minha favorita desse álbum) e “Fear, Pain, Chaos, Suffering“.

Com o Quadra estamos explorando as possibilidades novas que o ‘Machine Messiah’ trouxe. O lado A é mais tradicional, thrash metal, que representa o discurso do Sepultura, mas com elementos novos; o B é mais percussivo, com ritmos brasileiros; O C vai um pouco mais além com o violão, mais instrumental como característica geral. É ir um pouco mais além; e o D é aquela coisa mais ‘groovada’, lenta, com melodia. Quadra é uma consequência do crescimento do Sepultura“, explica Andreas Kisser, guitarrista da banda.

Um fato inédito é a participação de músicos convidados nos vocais. Quadra traz Emmily Barreto, do Far From Alaska, para uma das faixas. “O vocal feminino casou muito bem com a voz do Derrick“, diz Kisser. “Isolation“, com letra do vocalista Derrick Green, abre o disco. O single, apresentado pela primeira vez no Rock in Rio 2019, retrata o sistema prisional dos EUA. “A prática desumana do confinamento solitário muda a estabilidade mental dos prisioneiros. Eles não são reabilitados, mas transformados para pior. Uma vez lançados de volta à sociedade, todos pagamos o preço pelo que foi feito com eles“, explica Green. A faixa é mais tradicional, do thrash metal, mas tem elementos novos, como o coral e os arranjos de vozes que acompanha o Derrick.

Depois, a banda lançou a poderosa e imponente “Last Time“. Segundo Kisser, é um single com o qual muitos de nós podemos nos identificar ou encontrar nas relações que temos com outras pessoas que estão tentando superar um vício. Nos tempos em que vivemos, é uma luta que todos devemos enfrentar. O disco foi gravado na Suécia e leva a produção de Jens Bogren, o mesmo do disco Machine Messiah, lançado em 2017. “Trabalhar com Bogren é sensacional. Foi fundamental. O produtor sempre é o quinto elemento da banda dentro do estúdio. Energia 100% dentro do disco. Ele expandiu a ideia de corais, de coisas de cordas. Foi um disco difícil de fazer, mas estávamos preparados. Bogren também mixou e masterizou o disco“, comenta Kisser.

A palavra “quadra” pode ser usada de várias formas, entre elas, para definir “quadra esportiva” que é uma área limitada com demarcações regulatórias, onde, de acordo com um conjunto de regras, o jogo ocorre. “Todos nós viemos de diferentes quadras – países e nações com suas fronteiras e tradições, cultura, religiões, leis, educação e um conjunto de regras onde a vida acontece. Nossas personalidades, crenças, o modo de vida, a construção das sociedades e dos relacionamentos… tudo depende desse conjunto de regras com as quais crescemos. São conceitos de criação, Deus, morte e ética“, afirma Kisser.

A imagem é de uma moeda, que subjetivamente mostra a importância atribuída ao dinheiro. Nela, há um crânio que representa o conjunto de regras e as leis, e o mapa do mundo, delimitando as fronteiras de todas as nações. “Somos escravizados pelo dinheiro e medimos as pessoas e os bens materiais pelos conceitos de pobreza e riqueza. Independentemente da sua quadra, você precisa de dinheiro para sobreviver. Esta é a regra principal para jogar este jogo chamado vida“, explica. O projeto da capa é de Christiano Menezes com produção executiva de Marcos Hermes.

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