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Slipknot: O ressurgimento da banda com “.5: The Gray Chapter”

6 anos após o ‘medianoAll Hope is Gone e fatos marcantes como a morte de Paul e saída de Joey Jordison, o Slipknot prepara lançamento do quinto álbum para o dia 21 de outubro, mas na internet já se pode ouvir ele na íntegra. Nos conferimos o resultado final e sim! O Slipknot está de volta pra explodir cabeças!

Os últimos 6 anos foram o pano de fundo de “5. The Gray Chapter” tido como o legado do ex-baixista Paul Gray,morto em 2010. O disco possui 14 faixas(+2 bônus em algumas versões) que lembram trabalhos antigos misturados com novas sensações da atual situação do grupo, mostrando o quanto a banda sabe canalizar o sentimento de ódio e agressividade em melodias sombrias. O Slipknot mostra que ainda tem novidades para nos apresentar.

A primeira faixa, “XIX”, é uma das melhores introduções que a banda já colocou em seus discos. Sombria, calma e com Corey proferindo as palavras “Walk with me” até o final súbito, quase uma interrupção. Em seguida temos as “Sarcastrophe” trazendo para si a continuação da introdução, o som da bateria e a guitarra pesada dão boas vindas aos berros no vocal. a partir desse momento você percebe que o Slipknot está mais agressivo do que nunca, as batidas não param e o refrão rasgado We are killed gods” entoa por toda a música.

É chegada a vez de “AOV“, uma faixa que você deve escutar, sem muitos riffs, bem marcada e no meio dá uma pausa interessante para dar lugar a uma melodia calma com riffs acústicos. “The Devil in I” já e conhecida e a novidade aqui é perceber como ela se encaixou bem nessa sequência. Apesar de não parecer “KillPop” é uma balada perto das anteriores, muito agradável de se ouvir, o pedido de “Die and fucking love me” vai até o final. “Skeptic” era uma icógnita até agora, ela soa estranha lembra muito a música “Fall”. Pela letra, percebe-se que é ela fala sobre morte, o que nos remete a Paul Gray, “O Mundo não verá outro Filho da P*ta igual a você,  o mundo não vai conhecer outro cara tão incrível como você“, faz sentido né?

“Lech” tem uma  letra pesada (mas não é a mais), ela começa com um grito seco “I know why judas wept, motherfuckers!”, intensa  em sua sonoridade, a cada fim de frase, uma guitarra frenética segue e dita o ritmo. “Goodbye” é a principal homenagem para Paul Gray, é uma balada clara e soa calma com frases como “Há muito tempo nós acreditávamos e estávamos unidos, então a última coisa que eu estou pronto para fazer é dizer adeus !”, bela homenagem.“Nomadic” e “The one That Kill the Least”seguem adiante, são fortes e com refrões que se intercalam entre berros e vocais melódicos. belas musicas!

Chegamos na maior sensação do álbum, é o climax de tudo, “Custer” é a música mais pesada,  seu refrão é totalmente insano, ele mistura gritos, uma percussão pesada com frases repetitivas para não sair da cabeça e isso tudo com uma sirene tocando ao fundo, deixando tudo mais macabro, pesado e genial. “Be Prepared to Hell” é um interlúdio que nos prepara para “The Negative One”, que já é conhecida e se tornou o simbolo da musicalidade do Slipknot de 2014.Tudo termina com “If rains is what you want” melódica e dita o fim. Fim das batidas, fim de uma sessão nostálgica e fim de uma Era, o Slipknot ressurgiu e está com muita raiva de tudo. “5. The Gray Chapter” é a nova cara deles daqui pra frente, um belo registro e de qualidade técnica magnífica.
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