Apresentação destruidora do Matanza em Santos

Um bom (ou seria mau?) filho à casa retorna, sempre retorna. Desta vez, os cariocas do Matanza voltaram à Santos, no sábado (21/11), na Diamond Clube (R. São Bento, 39), com o Erodelia como abertura. Com o setlist recheado, trouxe hits desde o primeiro e faixas do novo álbum “Pior Cenário Possível“, durante um longo e bruto show.

A ansiedade do público podia ser vista desde a fila, no lado de fora da casa. Muitos fãs vestiam “peitas” de diversos álbuns da banda. Logo que a casa abriu, uma aglomeração na grade já se formou, à espera dos cariocas sujos. O Erodelia alucinou o público com a performance de abertura.

A exaltação foi total quando o Matanza subiu ao palco. Jimmy London foi o último a entrar, mas já tomando as rédeas: pedindo um mosh, pedido que foi ansiosamente atendido, alguns objetos até voavam em meio todo aquele furor. Aliás, mosh foi o que não faltou naquela noite. Uma música executada atrás da outra, o que deixava o público cada vez mais eufórico e sem fôlego.

Toda a casa mostrava horns quando “A Arte do Insulto” começou. “Bom É Quando Faz Mal” pode ser ouvida em coro, “Remédios Demais” foi bruta. Jimmy conversou com o público várias vezes, em uma dessas pausas propôs um exercício de lógica, afirmando que todos os presentes eram canalhas, e também faziam parte de um clube, introduzindo assim “Clube dos Canalhas“, com muita empolgação, mosh e horns. Os integrantes mandaram muito bem o show inteiro: Don Escobar mostrou para o que veio, tocando intensamente; Maurício Nogueira parecia fascinado, com a guitarra nervosa; Jonas Cáffaro arrebentando na batera; e Jimmão com sua brutalidade peculiar e vocais potentes.

Muitas garotas cantavam “Mulher Diabo” como se tivesse sido escrita para elas. Os hits “Todo Ódio e a Vingança de Jack Buffalo Head” e “Ela Roubou Meu Caminhão” foram intensos, e provavelmente ninguém estava muito preocupado com o horário ali. O hino “Estamos Todos Bêbados” unia fãs e a saideira super empolgada ficou por conta de “O Chamado do Bar“.

Setlist

Intro
Ressaca Sem Fim
Meio Psicopata
A Arte do Insulto
Bom É Quando Faz Mal
A Sua Assinatura
O Último Bar
Remédios Demais
Matadouro 18
Pé na Porta, Soco na Cara
O que Está Feito, Está Feito
Tudo Errado
Quem Perde Sai
Odiosa Natureza Humana
Eu Não Bebo Mais
Pior Cenário Possível
O Clube dos Canalhas
(Godfather) Country Core Festival
Sabendo que Posso Morrer
Whisky Para um Condenado
Eu Não Gosto de Ninguém
Carvão, Enxofre e Salitre
Tempo Ruim
Mulher Diabo
Todo o Ódio da Vingança de Jack Buffalo Head
Pandemonium
Sob a Mira
Imbecil
Ela Roubou Meu Caminhão
Estamos Todos Bêbados
O Chamado do Bar

 

 

Fotos: Yuri Antunes
Autor: Barbara Lopes
Editor Chefe: Will Batera


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