Com exclusividade, Canisso fala sobre o novo álbum do Raimundos

Uma banda depende apenas de um integrante, considerado essencial? Não, e a prova disso é o Raimundos. Ano passado, antes de lançarem o álbum Cantigas de Roda, entrevistei o Canisso, baixista da banda, que falou sobre o que esperava do trabalho novo, e de temas sobre o passado, como sobre o ex-vocalista Rodolfo.

Essa semana o entrevistei para falar sobre o disco novo, que foi adorado pelos fãs. Confira a entrevista abaixo:

RDV: Fala, Canisso! Iniciando mais uma participação sua para o Rock de Verdade. Pra começar, qual é o xodó de vocês do Cantigas de Roda?

Canisso: Cada um deve ter a sua, tenho pelo menos duas:  ”Nó Suíno” e ”Descendo na Banguela”.

RDV: Como foi o processo de criação e gravação do álbum?

Canisso: Bastante intenso. Nos reunimos em sessões de brainstorm e edição na casa do Digão e no apê do Marquim, tocamos na sala da minha casa, teve o episódio do atraso do meu visto, a vinda do Billy pra gravar o baixo… uma verdadeira saga, crowdfunding bombando… várias fitas…

RDV: Tiveram trocentas participações especiais no novo CD. Qual você particularmente acha que ficou mais foda e que mais encaixou no que queriam transmitir no álbum?

Canisso: Gosto muito da participação candanga do Frango e do Cipriano, coisa linda de Deus.

RDV: O Raimundos tem dois membros ”novos”, Caio e Marquinhos. Como é a relação sua com os caras, e por quê foram ele os escolhidos?

Canisso: Novos numas, o Caio tem 7 anos de banda, o Marquim 13, já estão veíacos, cheios de manias. São ótimos músicos e produtores, no estúdio mostraram seu valor, como bons músicos e fãs de rock de qualidade sabem muito bem onde querem chegar com seu som, e isso só tem a enriquecer nosso caldo.

RDV: Vocês realmente preferem as gordinhas? (baseado na música ”Gordelícia” do novo disco)

Canisso: Na verdade na concepção aceita pela banda a gordelícia estaria no limite, num descuido, num rodízio seguido de pizza, numa malhada na academia substituída por uma visita à sorveteria. Nada que uma caminhada leve não resolva. É aquela que briga com a balança mas não perde os encantos, entende?

RDV: A vida de vocês é completamente outra da vida do primeiro CD da banda. O que mais mudou, por quê, e como isso influenciou a música de vocês?

Canisso: Basicamente estamos num estágio parecido com aquela época, tentando divulgar o som da banda no corre da estrada, só que agora não temos mais uma estrutura de gravadora para nos assessorar, mas ao mesmo tempo aprendemos muito no sentido de administrarmos nossa trajetória. Na independência hoje, funcionamos como um relógio. Com certeza temos a melhor equipe na estrada e vamos levando nosso som pra onde nunca chegamos.

RDV: A repercursão do Cantigas foi como pensaram que seria?

Canisso: Está sendo ainda, não temos como aferir. Mas com certeza essa acolhida nos deixou mais tranquilos, afinal foi feito com muito carinho. Me arrisco a classificá-lo como o disco mais “trampado” da banda. Uma grande prova que uma banda não se resume a um componente, graças a Deus uma página foi virada.

RDV: O clipe de ”Baculejo” foi gravado. Mais alguma será?

Canisso: Com certeza, ainda temos pelo menos mais dois clipes pra tirar do disco, um deles com a participação dos fãs que contribuíram com o projeto.

RDV: Se você pudesse escolher qualquer pessoa no mundo pra fazer uma participação no próximo CD de vocês, quem seria?

Canisso: Um que iria ficar massa seria o Phil Anselmo, ou o Hudson… sei lá!

RDV: E pra finalizar, quais os planos futuros do Raimundos?

Canisso: Planos futuros? A mesma coisa que fazemos todas as noites, Pink, DOMINAR O MUNDO!!!

 

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